Não desista da aula de inglês


Aprender inglês não é algo trivial e rápido. Requer planejamento e ação e adiar esse começo (ou recomeço) nunca é boa ideia. Os adultos são muito bons em arrumar desculpas para procrastinar as aulas. Aliás, o brasileiro é conhecido por deixar tudo para última hora, compras de Natal, planejamento de festas e não seria diferente em relação à educação, que também costuma nunca ser prioridade.

Há um agravante em relação ao aprendizado do inglês, pois desde os tempos de escola somos educados a não priorizar essa matéria. É como educação física, computação, artes e educação financeira (mais recentemente): o inglês é aquela matéria dispensável, que não reprova e que todo ano ensina praticamente a mesma coisa. Quem faz inglês em curso tira de letra e quem não faz acaba passando pelo grau de facilidade das avaliações.

No entanto, o adulto inserido no mercado de trabalho percebe nitidamente a necessidade de aprender a língua inglesa. Se ele teve a sorte de ter feito um curso quando adolescente, ele pode ter mais facilidade e traquejo. Se não teve, ele acaba tendo que encarar uma série de dificuldades quando se aventura a começar seus estudos.

Nesse post, dou 4 dicas de como não desistir das aulas de inglês baseadas nas desculpas mais comuns de alunos adultos que desistem de estudar.

[if !supportLists]1) [endif]“Tenho muita vergonha de falar.”

Aprender uma língua pode ser muito prazeroso, mas infelizmente errar faz parte. Muitos adultos desistem de estudar, porque não suportam o constrangimento de cometer um erro. A inibição os leva a abandonar esse sonho e esquecem que é errando que se aprende. Esse é um dos motivos pelos quais a criança aprende mais rapidamente: ela não tem medo de passar vergonha e não liga para o que os colegas vão achar. Ela se joga, erra, volta atrás e tenta de novo. Não há outro jeito de aprender uma língua, é como andar de bicicleta: impossível acertar de primeira.

Quando esse medo te assolar, aceite suas limitações e pense que todo mundo que está nesse processo erra, isso não acontece só com você. Lembre dos gringos que você já conheceu: eles chegam em nosso país falando tudo errado, mas se esforçam para serem entendidos (imagina não saber nada de português nas grandes cidades desse país?) e todo mundo acha fofo e tem a maior paciência.

Você precisa se soltar para aprender de fato. A cobrança excessiva de nós mesmos é nosso maior inimigo. Levante a cabeça e lembre de todas as suas conquistas como profissional, um errinho de inglês não deve abalar sua autoconfiança.

2) [endif]“Estou muito desmotivado e sem ânimo.”

Muitos alunos esperam que o professor de inglês, além de ter o conhecimento da língua, seja artista, psicólogo e coach. A verdade é que nem todos têm esse preparo e no modelo dos cursos tradicionais há muito pouco tempo para uma assessoria tão individualizada. Mesmo que você contrate um professor particular consciente de seu papel motivador, você precisa ter consciência do que o motiva, do que gosta de fazer, do que não gosta, de suas carências linguísticas, das suas facilidades e dificuldades como aprendiz.

Não basta saber que sua grande motivação é obter uma promoção ou arrumar um emprego melhor. Você precisa ir além, saber do que gosta no ambiente de sala de aula: que assuntos despertam verdadeiramente seu interesse e que atividades lhe agradam. Após essa reflexão, você deve verbalizar para seu professor suas descobertas, sem medo de ser feliz, ainda mais se você estiver fazendo aula particular de inglês.

A relação professor-aluno não é uma via de mão única em que o aluno deva aceitar tudo o que o professor trouxer e nem esperar que ele tenha uma varinha mágica do conhecimento fazendo você aprender por osmose. A aula é um momento de troca onde o professor é o facilitador do aprendizado e o aluno adulto é o protagonista. Na minha experiência como gestora e professora, conheci muitos adultos que desistiam do curso ou do professor sem nem tentar conversar primeiro ou verbalizar suas preferências. Não tenha vergonha de conversar sobre o “aprender”. Se seu professor for capacitado, ele saberá ajudá-lo.

A adaptação ao método também é muito importante:

3) “Acho que não levo jeito, não vou aprender nunca.”

É muito comum adultos estudarem quando adolescentes e pararem, só retornando após o início da vida profissional. Nem sempre essa primeira experiência foi positiva e por vezes levamos traumas e frustrações que interferem na maneira como encaramos o aprendizado, e pior, muitas vezes não temos consciência disso.

Achar que não irá aprender, que será chato e desagradável como antes, que professor é tudo igual são sinais que a experiência anterior com a aprendizagem pode ter marcado negativamente seu emocional. Estar em contato com essas emoções são importantes para que você construa um momento presente mais saudável e consciente. Tente lembrar de como foi essa primeira experiência, do que gostava e do que marcou negativamente, sem generalizar.

Mergulhe nas suas memórias e vá fundo em seus sentimentos. O primeiro passo é saber diferenciar o passado do presente, deixando o passado no passado e construindo uma nova estória. Grande parte do estresse, medo, raiva e ansiedade dos adultos não provém da experiência atual e sim de uma vivência anterior negativa.

Muitos alunos precisam de ajuda de psicólogos, família e amigos para tornar consciente essas emoções e conseguir superá-las. O professor também deve ter sensibilidade para ajudá-lo, estando atento a sinais de desmotivação, procrastinação e desinteresse. A inteligência emocional é fundamental para a construção de uma sala de aula saudável.

Sabemos que existem pessoas com mais facilidade que outras para aprender um idioma, mas não existe "não levar jeito". Acredito que o ser humano pode conseguir o que quiser através do esforço e dedicação, já vi isso acontecer diversas vezes.

4) [endif]“Não tenho tempo agora, estou cheio de problemas.”

A falta de tempo é o problema mais genérico e a razão mais comum de abandono dos estudos. No entanto, isso é a desculpa mais comum do ser humano para diversos outros projetos fracassados: malhar, ler mais, estar com a família, comer melhor.

Se pararmos para pensar, tudo é uma questão de prioridade. Precisamos definir melhor nossos objetivos de vida e nos planejar para que eles virem realidade. Com o inglês não é diferente, ainda mais por ser um aprendizado longo e que requer grande dedicação. É natural que em um período de 2 anos aconteçam imprevistos como doença, viagem e problemas no trabalho. O principal é não parar.

Sei que é tudo é muito mais fácil falar do que fazer. Portanto, contrate um profissional que te ajude a atingir seus objetivos, que não considere somente o conhecimento linguístico, mas que também leve em consideração sua motivação, emoções e metas. Ele irá ajudar na sua busca pelo autoconhecimento e não deixará você desistir das aulas de inglês. Se precisar de ajuda, conte comigo.

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