"Afinal de contas, qual o melhor curso de inglês?"


Muitos alunos adultos me perguntam: qual o melhor curso de inglês, qual a metodologia mais eficaz? Existem diversos cursos de inglês no mercado e até promessas de milagres, podem acreditar. Hoje em dia os cursos tradicionais têm tido dificuldade em se diferenciar. Todos prometem mais do mesmo: dinamismo, rapidez e tecnologia. No entanto, há alguns aspectos muito importantes que devem ser observados antes de tomar sua decisão.

  1. Metodologia

As três metodologias mais comuns em cursos de inglês são: método tradução, audiolingual e comunicativo. No método de tradução, ou método tradicional, o aluno é exposto às regras de gramática e aprende através da tradução da língua que está sendo aprendida. No método audiolingual, o aprendizado ocorre pela repetição, o aluno escuta e repete até que memorize as estruturas da nova língua. No método comunicativo, as quatro habilidades (falar, ouvir, ler e escrever) são ensinadas através da contextualização e de exercícios que levem o aluno à comunicação. A maioria dos cursos de inglês usa uma dessas três metodologias como base, mas cria suas próprias rotinas de sala de aula e muitas vezes mesclam aspectos de cada uma das três. Não há melhor método, cada aluno se adapta mais ou menos a um estilo ou se encanta com esse ou aquele curso. No entanto, há alguns métodos milagrosos no mercado que prometem aprender do dia pra noite ou em 6 meses e o aluno deve estar atento a isso. O aprendizado de uma língua é complexo, nosso cérebro demora mesmo pra processar esse novo sistema de signos e não devemos acreditar em fórmula instantânea. O que determinará o tempo de aprendizado é o tempo diário dedicado à língua e a motivação intrínseca do aluno. Programas de intercâmbio costumam impulsionar o aprendizado justamente devido à alta exposição diária à língua.


2. Professores

Todo aluno sabe que independente de marca e metodologia, o que faz mesmo a diferença no dia a dia é o professor. Um professor animado e motivado faz toda diferença. Deve-se observar também a formação desse professor, sua qualificação técnica e sua experiência. Geralmente cursos mais baratos costumam pagar menos ao professor e isso leva à contratação de profissionais menos experientes e muitas vezes sem formação na língua. Professores nativos muitas vezes podem causar decepção, pois quando não sabem direito o português, acabam tendo dificuldade de explicar certos conceitos, principalmente quando ele não é de fato “professor” e está dando aulas como “bico”. O ideal é assistir uma aula experimental no curso pretendido para que você de fato conheça o profissional antes de se matricular.

3. Turmas

Turmas muito cheias tendem a ser menos contraproducentes. Quanto mais aluno, menos atenção individualizada é dada ao aluno e menos tempo ele tem para produzir a língua com a atenção dedicada do professor. Lembre-se que o importante das aulas de línguas é não somente a prática mas também a correção feita pelo professor e a atenção dele às suas necessidades. Em turmas de adultos, as necessidades individuais - dificuldades e facilidades - tendem a ser muito variadas e muitas vezes a sua necessidade individual não tem a atenção desejada. Além disso, a maioria dos cursos agrupa os alunos por nível de língua, mas com o passar dos anos, eles tendem a divergir. Não é incomum encontrar alunos de nível intermediário em turmas que deveriam ser de nível avançado. A tendência à divergência de níveis é uma realidade que incomoda muitos alunos nos cursos tradicionais. Há cursos que criam turmas chamadas de multinível. Nesses casos, é proposital a mescla de diferentes níveis no mesmo grupo. Na minha opinião, não há ganho para o aluno mais avançado que acaba sendo exposto a um nível de língua mais baixo.


Nunca tome sua decisão baseado em marketing, brindes, promessas milagrosas e preço baixo. Lembre-se que aprender uma língua é um investimento que leva tempo e exige dedicação, não é a toa que menos de 3% dos falantes de inglês possuem fluência no idioma. Planeje-se e pesquise muito antes de iniciar qualquer curso. É muito comum vermos adultos iniciarem e interromperem o estudo de inglês diversas vezes. Toda vez que paramos de estudar uma língua, nosso cérebro “retrocede” e tende a esquecer de tudo que foi aprendido antes. Desperdiçamos assim tempo e dinheiro cada vez que começamos e damos aquela pausa (e somos peritos em arrumar desculpas, fala a verdade). Considere alternativas aos cursos tradicionais, elas podem te surpreender.

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