10 mitos sobre o aprendizado de inglês


Existem diversas crenças sobre o aprendizado de inglês que circulam pelas redes sociais e pelo boca-a-boca. Nesse artigo, selecionei 10 mitos que sempre escutei na minha experiência como gestora e professora e vou esclarecer o que há de fantasioso e de verdadeiro em cada um deles.

Mito #1

Vou fazer intercâmbio para aprender inglês

Muitas pessoas acreditam que fazer um intercâmbio significa aprender a falar uma língua. Isso acontece porque aprender uma língua no país onde ela é falada é mais fácil já que a pessoa está imersa 24 horas por dia naquele ambiente e muitas vezes nem pode recorrer a sua língua materna, ou seja, tem que se virar mesmo.

No entanto, se aventurar a fazer esse investimento sem nenhum conhecimento prévio pode não ser tão produtivo. O ideal é ter pelo menos o básico da língua para que a viagem seja mais produtiva já que nesse ambiente você reconhecerá o que aprendeu e poderá começar a colocar em prática o seu conhecimento de língua desde o primeiro dia, expandindo mais rápido seu vocabulário e fluência.

Para que a experiência seja ainda mais eficaz, escolha um intercâmbio de estudos ou trabalho em que não tenha que conviver com outros brasileiros ou falantes de português para que não caia na tentação de se comunicar em sua língua materna. Assim, poderá aproveitar melhor a imersão.

Mito #2

É melhor aprender inglês com um professor nativo

Isso é equivalente a pensar que é melhor aprender judô com um japonês ou que é melhor aprender a fazer lasanha com um italiano. Nem todo nativo de inglês é bom professor ou possui qualificação para ensinar.

Além disso, ser falante da mesma língua que o aluno ajuda o professor a entender suas dúvidas e a sugerir melhores estratégias para que ele aprenda melhor.

Mito #3

Vou aprender inglês como uma criança aprende

Muitos adultos têm essa crença e acreditam que se repetirem mecanicamente as estruturas da língua inglesa irão aprender mais rápido ou melhor. Não podemos esquecer que reproduzir o mesmo ambiente em que aprendemos nossa primeira língua é praticamente impossível.

Nossa cognição de adultos é outra também. Já possuímos uma língua e não estamos imersos em um ambiente que se fala a língua estrangeira como quando éramos bebes. Nossa L1 já está consolidada em nosso cérebro e interfere o tempo todo na L2 inevitavelmente.

Mito #4

Quero pensar em inglês

Se você não aprendeu inglês como primeira língua, não há como pensar em inglês. O que nós brasileiros conseguimos como falantes de inglês é consolidar essa língua em nosso cérebro com tempo e prática de forma que a “tradução” que tenhamos que fazer da L1 seja a mais rápida e natural possível. Quanto mais tempo e prática, mais rápido fazemos a transferência de uma língua para a outra e mais fluente ficamos.

Mito #5

Não levo jeito pra línguas

É fato que existem pessoas que possuem uma aptidão natural para falar inglês, que nem precisam de curso, só de ouvir música e assistir filmes conseguiram aprender a língua. No entanto, isso não quer dizer que o inglês não possa ser adquirido, pois qualquer habilidade como jogar tênis, desenhar ou tocar um instrumento pode ser aprendida através de treino e prática. Falar que não levamos jeito pode nos bloquear mentalmente e emocionalmente, tenha cuidado com isso.

Mito #6

O inglês britânico é o mais correto

Hoje em dia o inglês é uma língua global, falada por falantes nativos e de centenas de outros países e não há nenhum material ou curso que ensine o idioma de um país específico. Mesmo se existisse tal material, não seria vantagem nenhuma já que precisamos interagir com falantes de diversas origens o tempo todo.

Também não existe dialeto mais correto, todas as formas e nuances da língua são maravilhosas. Aprender uma língua é sempre uma maneira nova de pensar e enxergar o mundo.

Mito #7

É preciso fazer curso para ter um certificado, importante no mercado de trabalho

Já se foi o tempo que ter certificado de curso de inglês era garantia de alguma coisa. Hoje no mercado de trabalho todos se dizem falantes de inglês como segunda língua e é por isso que na entrevista inicial de um candidato a veracidade dessa informação é testada.

O único certificado que tem peso no mercado é o certificado de proficiência em uma língua, como os certificados de Cambridge. Eles também podem servir para fins de imigração e para estudar fora. Aqui no Brasil, o que importa é a fluência do candidato, mesmo que ele não tenha feito ou concluído nenhum curso.

Mito #8

Sei inglês, mas não consigo falar

Saber uma língua significa saber se comunicar. É fundamental saber as 4 habilidades linguísticas: ler, falar, escrever e ouvir. É natural gostarmos ou até mesmo dominarmos uma dessas habilidades de maneira melhor que outra, mas não podemos afirmar que sabemos uma língua sem sabermos as quatro de fato.

As habilidades de ouvir e ler são passivas, ou seja, demandam do falante somente o reconhecimento e por isso são geralmente mais fáceis do que falar e escrever. Escrever e ler são geralmente mais fáceis do que ouvir e falar, porque na escrita podemos editar, voltar atrás, ler de novo.

Portanto, se você não se comunica dessas quatro maneiras, você precisa continuar estudando para poder afirmar que sabe um idioma.

Mito #9

Vou aprender sozinho

Com tantos recursos online gratuitos é muito comum que o aluno de inglês pense assim em algum momento. São diversos os canais de dicas do youtube, aplicativos e sites com exercícios. Esses recursos enriquecem muito o aprendizado, mas só funcionam se aluno tiver muita disciplina e capacidade de selecionar o conteúdo.

Sozinhos nosso aprendizado fica muito limitado a vocábulos e frases feitas e também não conseguimos desenvolver a habilidade da fala, que talvez seja a mais importante. Além disso, não temos ninguém para nos corrigir e selecionar o melhor material.

A não ser que o aluno tenha realmente muita facilidade para aprender e seja autodidata de fato, não há como aprender uma língua 100% sozinho. Sempre precisamos interagir com alguma outra pessoa em algum momento.

Mito #10

Aula por Skype não funciona

Existem diversos tipos de aula online: youtube, aplicativos, sites, blogs, grupos no facebook, vídeo aula, sites de cursos, vídeo conferência, etc. Acredito que todos esses recursos complementam o aprendizado, mas há uma coisa que é difícil de ser substituída: o papel do professor.

O papel do professor vai da seleção do conteúdo à aula em si e passa pela motivação, correção e avaliação do aluno. Sua presença física ou através de uma câmera, em uma plataforma adequada, não faz nenhuma diferença e não prejudica em nada o aprendizado.

A não ser que a conexão de internet não seja boa, posso afirmar que não há nenhuma desvantagem em fazer aula online através de uma plataforma tipo Skype. Pelo contrário, nesse tipo de aula há maior conforto, flexibilidade e comunicação. Está na dúvida? Vamos marcar uma aula teste?

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